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O agro está de vez integrado à tecnologia

Robotização e tecnologia no agronegócio aumentam produtividade e precisão nas lavouras

A transformação digital no campo e a mecanização de diversos processos na lavoura trazem um respiro aos problemas de falta de mão-de-obra no campo, com equipamentos automatizados realizando operações e atividades que antes necessitavam de muitas pessoas. Hoje, a robotização no agronegócio tem o potencial de aumentar a produção, reduzir perdas e abrir novas possibilidades para o produtor.

O agronegócio brasileiro, há um bom tempo investe, pesadamente, na mecanização da lavoura e da pecuária como meio para aumento da produtividade. Agora com o avanço da robotização pelo mundo e da comercialização de robôs específicos para o trabalho rural, a nova revolução tecnológica demonstra claramente que, seja na cidade ou no campo, os robôs estão se fortalecendo.

De acordo com dados do Censo Agrícola do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 1,5 milhão de produtores rurais acessam dados por meio de dispositivos eletrônicos. Número 1900%,  superior ao de há 10 anos. Em contrapartida, um estudo da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP) aponta que apenas 5% da área agricultável do país tem cobertura de internet, principalmente em grandes propriedades. 

Tecnologia pode contribuir com a evolução da agricultura

Para que a tecnologia contribua com a evolução da agricultura é preciso que problemas com conectividade sejam resolvidos, com oferta de internet em todo o território brasileiro. 

Uma revolução tecnológica em biotecnologia, robótica e engenharia genética está se formando e vai mudar o agronegócio. No nível de robotização e inteligência artificial estão surgindo tratores e colheitadeiras robotizadas, mas também o uso de drones e adubadoras está firmando uma agricultura de alta precisão.

A biotecnologia e a engenharia genética permitem hoje não só a melhoria genética de plantas e animais, mas também a criação de novos organismos contendo modificação e defensivos agrícolas capazes de reduzir pragas e ineficiência no processo.

Fazendas verticais para horticultura – e potencialmente fruticultura e floricultura – estão sendo testadas. A viabilidade econômica ainda não está solidificada, mas em locais com pouca terra e grande demanda elas podem ser competitivas.

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Várias atividades que foram mecanizadas com o tempo, tais como a colheita mecânica da cana-de-açúcar e café, utilizam máquinas mais eficientes, técnicas de agricultura de precisão no plantio, adubação e pulverização têm melhorado a eficiência dos processos no campo e já vêm sendo adotadas e ampliadas há algum tempo. Estas tecnologias e atividades já disponíveis trouxeram um aumento tanto em produtividade, qualidade e melhores condições de trabalho no campo.

Muitas propriedades rurais já utilizam alguns tipos de robôs (principalmente, em ambientes protegidos, ou seja em estufas, fazendas verticais, onde se tem um controle maior do ambiente), ajudando nas mais variadas tarefas relacionadas ao cotidiano das tarefas agrícolas, seja nas plantações ou em criações animais de animais.

Com a crescente conectividade (como 5G e, enquanto estas não estão disponíveis, soluções como redes LPWA), o avanço da tecnologia torna as fazendas quase totalmente automatizadas.

A colheita de frutas, hoje ganha braços tecnológicos, a partir de sensores mais eficientes, tecnologias como inteligência artificial, visão computacional e localização espacial — com as quais, através de imagens, pode-se detectar com precisão quais e onde estão as frutas, para que a máquina consiga buscar a fruta no ponto exato e sem danificá-la, além de tentar identificar através de coloração, por exemplo, se a mesma atingiu o ponto de colheita e se deve ser colhida ou não  — robôs começam ser preparados para atividades cada vez mais detalhistas não vistas a olho nu.

Além disso, as ferramentas tecnológicas permitem práticas de cultivo com menos impacto ambiental, racionalizando o uso de água, fertilizantes e defensivos, aumentando a produtividade, a qualidade e a lucratividade.

Evolução

Para entender o salto tecnológico da agricultura, é preciso voltar muito no tempo, aos primórdios da humanidade. Desde quando o homem aprendeu a cultivar seu alimento, há milhares de anos, até o início do século XX, muito pouca coisa mudou. A agricultura era basicamente de subsistência, para garantir a sobrevivência do agricultor, da sua família e da comunidade em que estava inserido.

A produção passou a contar com alguma organização na medida em que as populações aumentavam e as cidades maiores necessitavam dos alimentos produzidos pelo homem do campo. Até aí, ainda de forma muito rudimentar, baseada no experimento e com baixo conhecimento técnico.

Na década de 1950, a ciência e as máquinas revolucionaram o trabalho no campo e se tornaram o símbolo da Agricultura 2.0. Na segunda metade do século XX, o uso do Sistema de Posicionamento Global (GPS) impulsionou a Agricultura 3.0, a chamada Revolução Verde.

O boom da era digital veio em 2010 com a Agricultura 4.0, caracterizada por um conjunto de soluções tecnológicas em todas as etapas da produção, com softwares e sistemas aplicados no aumento da produtividade. Desde então, novas tecnologias e pesquisas vêm surgindo para potencializar ainda mais o agronegócio. 

Drones

As pequenas aeronaves não tripuladas cruzando o horizonte já não surpreendem o produtor rural. Além de câmeras de alta resolução, eles podem carregar os mais diversos tipos de sensores e realizar, por exemplo, aplicação de defensivos e fertilizantes na medida exata da necessidade em cada área da plantação.

GPS agrícola

O GPS é uma tecnologia presente na agricultura há alguns anos, com uma série de aplicações aprimoradas a cada nova safra: mapeamento da plantação, amostragens virtuais do solo e do campo, monitoramento e inspeção dos processos agrícolas e total mapeamento da produção. O GPS também é a base do mapeamento de colheita e permite a condução autônoma dos equipamentos mais modernos.

Esse é o caso do robô 100% autônomo criado pela empresa suíça EcoRobotix. Ele se locomove usando GPS e sensores e consegue operar 12 horas, por dia, na remoção de ervas daninhas. Para isso, o reconhecimento das plantas é feito por meio de uma câmera que fica na parte frontal do robô e consegue identificar as pragas em meio à plantação. Seus braços mecânicos trabalham incansavelmente para aplicar o herbicida diretamente na planta, o que, de acordo com a fabricante, reduz em 90% o uso do produto.

A robótica nas fazendas está ganhando cada vez mais espaço graças ao aumento das AgTechs, startups voltadas para a área de agricultura e que estão se empenhando em criar modelos eficientes para ajudar na produção de alimentos desde o plantio até o controle de pragas.

Com o uso da robótica nas fazendas, a expectativa é que o trabalho humano será mais bem empregado, já que, por mais inteligentes e avançadas que as máquinas sejam, trabalhos mais especializados e que exijam decisões de grande impacto continuarão sendo feitos por pessoas. Além disso, os robôs podem ser usados em áreas que oferecem maior risco para a saúde humana, como a aplicação de defensivos agrícolas.

Big Data

Big Data é um termo utilizado para descrever um imenso volume de dados. E, mais do que isso, a transformação desses dados em informações relevantes para o produtor. Essencial na agricultura de precisão, permitindo análises minuciosas, simulações e projeções. Em associação com a Inteligência Artificial, oferece o que há de mais moderno em planejamento e gestão da produção. 

Seja nas plantações ou em criações de animais, os robôs saem do imaginário dos filmes de ficção para se tornar realidade no agronegócio.

Links pesquisados:

www.venturus.org.br
www.techminds.info
www.aceroagronegocios.com.br
www.summitagro.estadao.com.br
www.syngentadigital.com.br

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